2 de novembro de 2006

Clichê: a melhor arma para falta de assunto

Andando pela Paulista, de repente aparece vindo em sua direção aquele conhecido do tempo da faculdade, que não se conversa há três anos. E agoraaa? O desespero bate, não dá mais tempo para atravessar a avenida (a não ser que queira morrer atropelado). O jeito é, em três milésimos de segundo, colocar no modo “clichê: on” e se preparar para o embate:

- Ooooô, Roberto! Quanto tempo?
- E aí, Bruno?! Tudo bem?
- Tudo perfeito. E essa força aí, como é que ta?
- Tudo ótimo, mas to procurando emprego.
- Ah, é, né?! Esse mercado de jornalismo não ta fácil pra ninguém. E o Coringão?
- Nossa, ta mal! Mas vamos virar nesse campeonato!
- Claro! Mas faz o seguinte: me liga aí pra gente marcar umas brejas.

Não importa que ele não tenha seu telefone. Esse é o momento de dar três tapinhas nas costas do sujeito, fazer aquele sinalzinho de “me liga” (vide foto) e sumir como se estivesse disputando marcha olímpica.

A conclusão é: clichês são saudáveis e essenciais para a vida em sociedade. Nos fazem parecer simpáticos e atenciosos. E, acima de tudo, minimizam o constrangimento em encontros não-programados. Afinal, como diria a sabedoria popular, “o que não mata, engorda” (vide foto novamente).

8 comentários:

Ghiza Rocha disse...

Eu prefiro a morte.

Stella disse...

ahahah, texto divertido e sua cara, Bru!

A propósito, hm... link pra mim, nada né?

:-P

Beijo!

Liginha disse...

Gostei que tem escrito mais. E sobre outros temas tb! By the way, sua amiga aí de cima tá certa: tem que linkar outros blogs!

Falando do post, se eu tivesse um amigo com a cara desse aí da foto (espero que ele não seja seu amigo, rs), melhor fingir que não reconheceu.

Fred Neumann disse...

Olá, Bruno,

Conhecu seu blog através do comentário no blog da Ghiza.
Muito bem interpretada essa situação constrangedora, hahahaha!
A coisa do me liga, sem ter telefone, dá uns arrepios, não?
Os dois sabem que não vão ligar, que não trocaram telefones.
Às vezes, chegamos a, no impulso, trocar telefones.
Pior ainda, porque você confere sua agenda, ou celular, olha pro nome do sujeito, sabe que nunca vai ligar, e aquele nome lá encarando a gente!!

Saudações,

Fred

n.rosa disse...

oi bruno,

pra linkar vídeos, você tem de se registrar lá no site do youtube. aí, embaixo dos vídeos que você abrir no site, vai ter uma opção "post video". é só seguir as instruções deles pra registrar o blog que tudo dá certo! :)

obs: ganhamosssssss

Anônimo disse...

huhuahuhuah

Priscila disse...

Hahaha.
Adoro clichês!
Com família também é ótimo, viu! É domingo e estão todos assisitindo a Dança no Gelo. Não me resta nada além de comentar sobre a filha do “Xanddy” (letras estrategicamente combinadas para exalar um glamour cafona): Filha de peixe, peixinho é.
Pois é!
Tchau!

Deca disse...

Já cantava o Deus Chicão:
Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?

Gostei do texto